Ciclo Carolina Maria de Jesus | Aula Inaugural

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Data / Hora
Date(s) - 10/07/2017
7:00 pm - 9:00 pm

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Centro de Pesquisa e Formação

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Programa

Condições especiais de atendimento, como tradução em libras, devem ser informadas por email ou telefone, com até 48 horas de antecedência do início da atividade.
centrodepesquisaeformacao@sescsp.org.br / 11 3254-5600

10/07 – O “fenômeno” Carolina Maria de Jesus.
O livro “Quarto de Despejo – Diário de uma favelada”, publicado em 1960, voltou a ser debatido em todo o país desde o início deste ano, que marca o 40º aniversário da morte de sua autora, Carolina Maria de Jesus.
Transposto para livro, o diário que ela escrevera em seu barraco da favela do Canindé, em São Paulo, em cadernos encontrados (Carolina era catadora de papel) no lixo, fez enorme sucesso. Em uma semana esgotaram-se os 10 mil exemplares da primeira edição, e em poucos meses foram vendidas 100 mil cópias. Audálio Dantas, que descobriu os cadernos de Carolina, quando fazia uma reportagem para a “Folha da Noite” e Vera Eunice de Jesus, filha de Carolina, debatem o fenômeno, o histórico e o legado da obra de Carolina Maria de Jesus.
Com Audálio Dantas e Vera Eunice de Jesus.

11/07 – O valor literário de Carolina Maria de Jesus
Recentemente o professor de literatura Ivan Cavalcanti Proença disse que a obra de Carolina não pode ser considerada literatura. Argumentou que a produção da escritora teria mais características de um diário, e que diários não são ficcionais. Quando lembramos que “Quarto de Despejo” é leitura obrigatória no vestibular da UNICAMP, somos, considerando a fala de Proença, levados a imaginar que houve um equívoco na inserção do livro na lista da prestigiada Universidade. Será? Cabem algumas indagações: O que é literatura? Quem determina o cânone?
Com Ricardo Ramos Filho.

12/07 – Literatura e Periferia
A obra de Carolina Maria de Jesus produziu diferentes reações, não somente ligadas à crítica literária, mas relacionadas ao processo de constituição de uma nova geração de escritores no campo da literatura marginal. Ferréz abordará as relações entre periferia e literatura marginal, tendo em vista o trabalho e o legado de Carolina Maria de Jesus.
Com Ferréz.

13/07 – A impactante luz da escrita negra
Carolina Maria de Jesus faz parte do seleto e invisível grupo dos escritores negros brasileiros, que frequentemente têm seus escritos ignorados pelo que chamamos status quo dos princípios acadêmicos de dominação. Mesmo tendo sido a literatura de Carolina traduzida e estudada em todo o mundo, há um forte preconceito sobre a escrita feminina negra. No caso de Carolina Maria de Jesus tal preconceito possui uma tríplice face: é de gênero, de etnia e de classe. Este encontro propõe uma discussão acerca dos limites sociológicos que condicionaram a compreensão da obra de Carolina Maria de Jesus.
Com Elisa Lucinda e Conceição Evaristo.

14/07 – Carolina e o movimento feminista
Desde a publicação de seu livro “Quarto de Despejo – Diário de uma favelada”, Carolina vem sendo objeto de discussão nos meios jornalísticos, literários e acadêmicos. Essa discussão revelou primeiro uma dúvida: o texto de Carolina pode ser considerado literatura? Discutiu-se a miséria, a fome e os preconceitos. Mas, um aspecto para o qual não se deu muita atenção foi o de que o grande sucesso de Carolina se deu paralelamente ao movimento feminista que agitava o mundo todo. Com seu trabalho e coragem, pode ser considerada figura marcante da luta feminina em todo o mundo.
Com Adriana Carranca.

As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do início da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.

(Foto: Acervo Audálio Dantas)

 

Valores

R$ 18,00 – credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 30,00 – pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 60,00 – inteira

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Bruna Salles

Mulher Preta de duas cabeças. Na de dar Assistência ao Social, me encantei pela Articulação Cultural e cá estamos: Co-Fundadora e Coordenadora de Comunicação da Agenda Preta.

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