Nelson Maca apresenta sua Candomblackesia na Balada Literária

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Data / Hora
Date(s) - 16/03/2016
1:00 pm - 6:00 pm

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Biblioteca Anne Frank

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O escritor Nelson Maca leva a São Paulo, em março, a performance CandomBlackesia, na qual mescla seus poemas a elementos da tradição musical afro-baiana e às batidas contemporâneas do rap, do funk e do jazz. Acompanhado do Afro Power Trio, o artista se apresenta nas bibliotecas públicas Alceu Amoroso Lima e Anne Frank e no Teatro Popular Solano Trindade, na cidade de Embu das Artes. A turnê também marca o lançamento em São Paulo do primeiro livro de poemas de Maca, Gramática da Ira (Blackitude).
No show CandomBlackesia, os versos de Nelson Maca fundem-se às batidas da percussão de Jorjão Bafafé, ao sopro do trompete de Normando Mendes e aos sons e ruídos dos toca-discos e samplers do DJ Gug, que formam o Afro Power Trio. Jorjão tem uma longa trajetória na música baiana e coordena o bloco afro Okánbi; Normando participa da banda IFA-Abrobeat; já o DJ Gug participou dos grupos de rap Império Negro e Versu2, além de apresentações solo na cena eletrônica e do hip hop.
A formação do Afro Power Trio, explica Maca, permite que os ritmos orgânicos da língua e a gestualidade do corpo – fundamentais em sua performance – dialoguem estética e politicamente com a percussão popular e religiosa afro-baiana, com os comentários sonoros do jazz e funk-soul e também com os beats, colagens e scratches da cultura hip hop.
“Os poemas fazem parte da denominada ‘oralitura’ e trazem para o palco, além de temas contundentes do movimento social negro e do candomblé, elementos estéticos da poesia do slam, dub-poetry e rap”, explica Maca, idealizador e apresentador do Sarau Bem Black, em Salvador.
O roteiro da apresentação é composto de poemas que, direta ou indiretamente, fazem referência aos orixás, com destaque para Exu, Xangô, Iansã e Oxalá, como Encruzilhada, Matança, Antes da Tempestade e O Respeito. Há ainda espaço para a releitura dos poemas Eternas Ondas e Beira Mar, ambos de Zé Ramalho.
A primeira apresentação em São Paulo acontece na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, em Pinheiros, na sexta-feira, dia 11, às 20h, tendo como convidado o funkeiro carioca Mano Teko. E participações do rapper paulista Ba Kimbuta, do guitarrista carioca André Sampaio (ex-Ponto de Equilíbrio), do percussionista Marcelo Caverna e do baixista Marcos Rosa, ambos da banda de reggae Veja Luz.
No dia seguinte, o trabalho será apresentado às 20h, no Teatro Popular Solano Trindade, em Embu das Artes, numa noite que contará, também, com show do cantor e compositor Zinho Trindade (R$ 10). A terceira apresentação será na terça-feira (16), às 13h, na biblioteca Anne Frank, no Itaim Bibi. Na estrada há dois anos, o projeto CamdomBlackesia estreou no PercPan 2014 – Panorama Percussivo Mundial – e já passou por São Paulo, na Balada Literária.
Além do CandomBlackesia, Nelson Maca se junta ao grupo de percussão paulista Agô Ingoma numa ocupação cultural no Vão do Masp, Avenida Paulista, domingo (13), a partir das 14h. Eles recebem como convidados Jorjão Bafafé e o trompetista cubano Jorge Ceruto, num encontro entre a poesia, o sopro e os tambores de diferentes sotaques.
Saraus – Em paralelo à agenda de shows, Nelson Maca autografa, em alguns dos principais saraus da periferia paulistana, o livro de poemas Gramática da Ira (R$ 30, 178 páginas), lançado de forma independente em maio de 2015. Ele participa do sarau Elo da Corrente (dia 10), Sarau do Binho (dia 14), Sarau Suburbano Convicto (dia 15), Slam da Guilhermina (dia 18) e Sarau dos Mesquiteiros (dia 19).

Nelson Maca

Poeta e professor de literatura da Universidade Católica, tem 50 anos e nasceu no Paraná, mas mora em Salvador desde 1989. É fundador do Coletivo Blackitude: Vozes Negras da Bahia, que realiza o Sarau Bem Black e ações artísticas e de formação sócio-racial através das linguagens da cultura hip hop e afins há 15 anos. Há mais de 30 anos promove e participa de eventos da negritude – seminários, workshops, cursos, shows – na Bahia e no Brasil, tendo estabelecido parcerias com a Fundação Palmares, Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ), Só Balanço Produções (BSB), Griô Produções (BSB), Balada Literária (SP), Cooperifa (SP), APAFunk (RJ), Poesia Maloqueirista (SP) e Sarau Sopapo Poético (RS), entre outros.

Juntamente com o escritor paulista Berimba de Jesus, realiza o Encontro de Literatura Divergente, cuja terceira edição foi em setembro de 2014, em São Paulo. Participou das coletâneas Suburbano Convicto I (SP), Poesia Favela (RJ), Pode Pá Que É Nóis Que Tá (SP), Sarau do Binho (SP) e organizou os livros Tarja Preta, de Zinho Trindade (Edições Maloqueirista) e A Rima Denuncia (Global), do rapper brasiliense GOG. Lançou em maio de 2015 seu primeiro livro de poemas, Gramática da Ira.

Fazendo a ponte entre a poesia e a música, tem parcerias com o grupo In.vés (BA), o rapper G.O.G (BSB), o MC Mano Teko (RJ) e com o percussionista e compositor Jorjão Bafafé. Já fez performances com GOG, Sistema Kalakuta, Ba Kimbuta (SP), Ellen Oléria (BSB), Dj Sankofa, MC Teko (RJ), Mc Pingo do Rap (RJ), Vera Lopes (POA), Wiza (Angola), Vox Sambou (Haiti), Diegal (Haiti), Mariella Santiago, Skanibais, I.F.A Afrobeat e André Sampaio & Os Afromandingas.

Gramática da Ira

Primeiro livro do poeta, professor e militante Nelson Maca, 50 anos, Gramática da Ira reúne um conjunto de poemas que dialogam a tradição literária da negritude e atualizam o debate sobre o conflito racial brasileiro. Escrito ao longo de uma década, o livro tem prefácio assinado pelo escritor e ativista cubano Carlos Moore, e reúne 56 poemas, que, de maneira geral, refletem a trajetória do autor desde a inocência e alienação até a tomada de consciência e respectivo posicionamento com relação às questões raciais. Textos como Calma Rapaz, Moleke de Engenho, Instinto de Negridade e Malcolm Disse.
A partir da idéia central de como o racismo se estrutura na nossa sociedade e interfere na subjetividade negra, Maca vai traçando sua teia poética. “Procuro inserir a minha voz, ou seja, a voz de meu poema, no grande debate em torno da negritude, principalmente em seus desdobramentos do século XX”, afirma. Um dos mecanismos que utiliza para isso são as muitas citações, dentro e fora dos poemas. “O que busco é um diálogo, de forma que meus poemas sejam apenas uma das vozes no conjunto das reflexões que o livro traz”, completa, citando autores como Malcolm X, Eldrich Cleaver, Ralph Ellison, Lima Barreto, Luís Gama e Abdias do Nascimento , como referenciais na obra.
Adepto do conceito e estudioso da Literatura Negra, Nelson Maca diz que procura sempre imprimir negritude em seus poemas: na temática, na escolha do vocabulário e no ritmo. “Me interessa profundamente até aonde vai e como se dá o diálogo entre ética e estética na poética da negritude, na escrita literária e em sua reflexão crítica”, diz.
Assessoria de Imprensa: Ana Cristina Pereira (71-99176-5755)
Informações: Nelson Maca (71-3326.4620) e Marcus Rosa (11-98751.2161)

Confirme presença no Facebook: https://www.facebook.com/events/174331519614619/

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Junior Rocha

Preto, amante de tecnologia, política, cultura e cerveja. Fundador da Agenda Preta e de outros projetos que ainda não existem.